Carlos
Carlos não buscava a companhia de outros de seu "bando", diferente dos outros, agia de forma mais qualitativa que quantitativa, o que ia em caminho oposto ao do convencionado entre os outros que usavam números para medir as diferenças entre uns e outros e quão diferentes estes primeiros eram em relação aos segundos e por aí vai...
Presava a boa companhia, tais pessoas avessas às respostas curtas, com as quais divertiam-se seus amigos por alguma horas, usava outras formas de identificar àquelas que lhe interessavam ... até os lugares eram diferentes... preferindo sempre sua "caça solitária" que nem mesmo encarava como caça, posto que "não era bicho para caçar, apenas busco um fato que me mova, diferentemente de meus compadres, a um encontro, a uma conversa que seja, se tal houver..." como sempre dizia para si mesmo sempre neste questionamento.
As elaboradas respostas ganhavam nele um alento, como se em forma de testes, procurava com afinco a derradeira forma de não ser enganado pelas sensações temporárias, posto que muitas vezes era tapeado justamente por tais. Suas andanças lhe permitiriam um olhar que não era tido como "normal" para muitos de seus convivas, mas que era, para ele, uma das melhores formas de visualizar suas companhias, a partir de um uso melhor cuidade, conseguia vislumbrar ocorridos e fatos que não perceberiam os mais próximos... fato este que por vezes foi comprovado pelos amigos mas nem sempre entendido. Seus códigos e falas nem sempre eram inteiramente compreendidos, fato que por vezes abria em seu rosto um sorriso de lado com o qual enigmava a todos os que lhe prestassem alguma atenção. Desconversava várias situações que se desenrolavam em sua mente, mundos que algumas poucas haviam conhecido em pedaços mas que não poderiam trazer muitas informações sobre ele...
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