Tutano no ventilador
sexta-feira, 11 de outubro de 2002
  Estranho não!?
Sinto como se te conhecesse, mas nos encotramos há pouco... parece um weird dream ter te visto, até agora não me creio ter lhe segredado meus segredos mais íntimos: mas como disse, pode ser hoje, amanhã, tanto faz se esse amanhã não será nunca mais te beijar.

Me sinto de um jeito estranho, como nunca havia sentido antes: é diferente, gostoso, dói mas acho que sobrevivo.

Me preocupo contigo e acho que sabes disso pois sempre seu olhar denuncia seu temor e sua excitação... Gostaria muito que fosse verdade todo o sonho e toda a brincadeira que fazemos, pois assim acho que você se sentiria bem.

Passei a vida procurando algo que não encontrava em tantas outras coisas que quase cheguei a esquecer o que era que procurava... Sua luz e energia reavivou algo adormecido e isso pode ser bom ou ruim, ainda não sei...

... espero que seja bom!

Hoje quando caminho nas desertas ruas da cidade te procuro em todo lugar que vou, seu rosto me aparece como um clarão ao longe que fica difícil diferenciar a verdade da mescalina. Grito teu nome e não ouço respostas, penso em desistir mas aí uma afável voz (será a sua?) me conforta, faz-se o surrealismo em coisa: chama mas não diz nada, te procuro por cantos onde desconheço, apenas sinto tua presença lá e encaminho-me ao teu encontro... ledo engano o meu pensar isso... a mente o sabe mas aquele, o coração ainda não.

Espero te encontrar bem quando nos vermos a próxima vez, pois creio que precisas de mais paz. Queria estar ao teu lado todas as horas de seu dia: quando acordas, quando caminhas e quando deitas (egoísta eu, não acha!?) procuro uma coisa impossível, isso os bons deuses comparsas o sabem...

Tenho um filme em minha cabeça onde é apresentada uma realidade que não é a nossa mas de personagens que de parecidos passam-se desapercebidos como nós entre os viventes do lugarejo. Temo por nossa segurança, já que temos alguns inimigos que rondam na calada da noite, pobres seres notívagos que são, como nós, amaldiçoados por toda a eternidade a vagarmos como vampiros nesta sordidão.

A solidão? Isso é fácil de esquecer, afinal somos criaturas solitárias, não é verdade? Tenho que sair daqui: está ficando perigoso mantermos esta janela aberta, nelas é que estão as denúncias e verdades deste mundo hipócrita do look but don't taste it, taste it but don't swallow, swallow but don't enjoy it... às vezes penso em suicídio, cousa essa normal entre os viventes eu creio pois se não houvesse tal sentimento egoísta não estaríamos nos tentando convencer do contrário por todos esses anos a fio...

Anos? Você ri mas é o que parecem: anos de conhecimento mútuo que só agora é transmitido um ao outro... Queria ser um pequeno ser para observá-la lendo isso que escrevo, as tais viajens que te disse são reais, talvez por elas que não preciso de drogas de fora de meu corpo: tenho elas todas aqui dentro comigo em estoque inesgotável... careta eu não sou, desculpe falar nesse tom contigo mas algo que não sou é isso que entende por careta porque não aceitar é um exercício simples de livre-escolha que podemos ter a nosso favor.

Grande beijo, hoje é madruga de 11/10/2002 (2:42)...
G´night and have sweet dreams!

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Alguns escritos, viagens, devaneios, ...

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