Texto esperando o aquecedor
Aqui estou eu, esperando para tomar um belo banho às 06:47 da matina de uma Sexta-Feira 29 de Outubro de 1999.
Estou quase que completamente exaurido de minhas forças, pois trabalhei a madrugada inteira (se enganam aqueles meus amigos que achavam que era trabalhando no computador, né nic...!?) ajudando na organização de um evento promovido pelo Centro Acadêmico de Filosofia, meu curso da Faculdade, fui ajudar num evento que por ser o primeiro já mostrou à UEL a força de uma promoção como essa, bom, mas isso não tem absolutamente nada a ver com o que quero escrever aqui, só escrevi isso para lhe deixar a par dos acontecimentos que precederam esse texto.
Vamos mesmo ao que interessa agora...
Cá estava eu ao regressar à minha residência todo ensopado de suor cerveja e muita mas muita água quando vi no relógio que era quase dia mais ou menos entre às 5:30 e 6:00 quando decidi caminhar, já que não queria incomodar o sono de minha mãe e nem de outro condômino de meu prédio, caminhando estava pensando em uma coisa totalmente fora de questão para a hora: Como, de quê maneiras pode tornar uma empresa um pouco mais do que a fonte de sustento de um indivíduo, mas também torná-la algo cada vez mais prazeiroso.
Foi essa a questão que me surgiu, pois somente alguns já sabem que estou tendo umas idéias relacionadas com a criação de uma empresa de WebDesign, mas essa questão abrange não só empresas de ou de outra área, mas de todas.
Todos gostam de chegar num ambiente onde se é incitado a mostrar toda a sua criatividade e ao mesmo tempo torná-lo um lugar aonde possa conhecer muitas pessoas interessantes: tornando-o assim uma pessoa "da casa". A primeira idéia que me surgiu seria a de tirar essa de "obrigação por lei" de que o indivíduo TEM que permanecer 8 horas diárias (pode até ser menos) por causa de um serviço ou até por causa de não ter que ser demitido então pensei "claro... está óbvio... a criação de jornadas onde a pessoa julga se é viável e produtivo para ela ficar o tempo que quiser e a hora que for na empresa, assim por exemplo, às três da manhã de uma sexta-feira ela sai da noitada e vai até a empresa para ver o que está em seu escaninho, ou até para concretizar uma idéia que estava a muito tempo martelando em sua cabeça e só agora, já as 4 da matina, conseguiu o tempo e a paciência de colocá-la em prática..." (é mais ou menos isso... vamos tentar denovo.).
A pessoa ficaria responsável por fazer/criar o seu horário na empresa, vai a ela quando precisar, reuniões, etc. e tal... mas não é obrigada a isso : ela vai pegar a sua parte de um "briefing", vai se reunir com o seu grupo de trabalho, mostrar o que já fez em casa (alguns passos desses podem ser encurtados por meio da web, e-mail, teleconferência, etc. , mas vamos tentar manter bem firme o toque humano disso tudo, deixá-lo mais evidente...) enfim... fazer o que seria mais prático se ela estando lá, 'ao-vivo e a cores'.
Uma outra coisa que me surgiu também eu já falei meio que por cima... para incentivar o relacionamento e troca de idéias entre os próprios colegas poderia-se usar (até numa média de 3 vezes semanais) as caminhadas na caída da tarde, "mens sana in corpore sano" não é ? E também mente e corpo sadios = pessoal bem mais disposto para criar, mais ativo física e mentalmente...
Mas para que só ficarmos restritos nas caminhadas? Também podemos usar a famosa pelada semanal com umas cervejinhas, churrasco e tudo mais que tem direito, almoços de toda a equipe em bons restaurantes depois de uma caminhada por conta da empresa... uma seção "reservada" de um filme bom que esteja em cartaz, enfim... esse é um filão dos mais amplos para se explorar.
Ah, e outra coisa: sempre tentar incitar a participação do pessoal da empresa em projetos sem fins lucrativos como o engajamento em ONG's de cunho social, entre outros tantos serviços comunitários que podem ser feitos como a criação e investimentos na Educação de crianças carentes, cursos profissionalizantes e até mesmo (e porque não...) aulas ministradas pelos próprios funcionários para a camada mais carente da sociedade até podendo revelar ali muitas cabeças brilhantes/criativas e vivas para idéias de arte, arquitetura, etc, o que seja...
Até mais gente !!! Acho que a água já mais do que esquentou, tô indo tomar um café-da-manhã daqueles, tomar um banho para relaxar e dar uma dormidinha que ninguém é de ferro...e...
"Em Londrina são 07:15 de Sexta-Feira, 29 de Outubro de 1999 e o Danilo, MØRPHÆU§, Jack-Strip, ou seja lá o que for... está mandando um abraço a todos os meus amigos (desculpe o tom lá em cima nic, tudo bem, do you got my point right?) e um beijão para as amigas e TCHAU!"
Fuuuuuuiiii !!!
Marcadores: brainstorm, empresas, reflexão
Madrugada de Quarta-Feira, 27 de Outubro de 1999, 3 horas da manhã.
Acabo de ver, mais uma vez, um filme chamado "Em nome do pai" : filme de protesto que sempre me fez lembrar de umas coisas que nunca realmente sabemos se temos uma é a
Justiça, a outra
Verdade e a última seria a
Liberdade: coisas tão confusas que não sabemos nem ao certo se existem ou não, ficam por aí vagando de bocas em bocas como coisas vulgares, como simples palavras postas sem sentido algum (por não sabemos exatamente o que significam) e até dependendo muito de quem as falam (pois a Justiça para uns significa a morte de outros que mataram alguma pessoa : seria até, no fringir dos ovos uma vingança legal, apoiada e executada por homens da justiça, por policiais, carceireiros, etc.).
Ihhhh... porque fui fazer esse texto ? Pergunta que não se cala, acho que seria por não achar nada para preencher minhas horas de insônia e colocá-las em palavras, em forma de frases bombásticas jogadas como se fossem balas de metralhadoras que não se cessam de atirar. Ou até por me sentir meio sozinho aqui nesse deserto gélido em que estou: trancafiado só nos dois, eu e meu cérebro que ainda não nos entendemos muito bem por sérias divergências. Mas voltando a questão.
Justiça seria até uma forma errônea de dizer vingança legalizada, uma forma mais correta de dizer o que Talião exatamente queria e que nós colocamos em prática: seres EMOCIONAIS que somos (isso mesmo, seria estupidez a minha se dissesse seres racionais pois isso é o que nós menos somos, pois seguimos instintos, emoções... somos mais para animais emocionais do que para seres HUMANOS RACIONAIS...) desculpem o volume de minha fala, mas acho que há certas palavras que você tem que gritar para tirar toda e qualquer crença de que ela seria um conceito verdadeiro e até incontestável.
Ah... caros amigos, algo é que definitivamente não temos a menor idéia do que seja é essa tal de Justiça... pois como no filme que assisti mais uma vez (e não me canso de assistí-lo) a Justiça é vista como uma forma de eximir a culpa que temos nós de algo que cometemos com nós mesmos mas não temos a coragem de admitir: Fulano é culpado por fumar há quase 25 anos mas ele admite que é estúpido por isso ? NÃÃÃÃO !!!
Ele diz que foi influenciado por propagandas de mulheres peitudas agarrando um 'caboco' feio de dá dó só por causa que ele fuma, faz o que? A saída mais lógica : continua a fumar feito uma "maria fumaça" mas processa a fábrica de cigarros por criar essas propagandas imbecis... (ops, denovo estou me expressando de forma ilógica, acho até é porque isso é que não sou mesmo, um ser lógico, que raciocina em um padrão...)
Verdade... como Perfeição é outra coisa também... achamos que a temos quando na verdade não a temos nem pelas frestas das prisões. Já partindo que Verdade é relativa, como Justiça também, sempre depende do ponto de vista de quem acha certa coisa verdadeira ou não... um amigo meu me disse que em uma madrugada dessas ele estava trocando os canais de sua linda caixa de merda, vulgo Televisão, e me aparece no canal da Igreja de Nosssa Senhora Quanta Merda (sei lá o que) que homossexualismo seria uma forma de manifestação do Demônio (isso mermo sô, o cramunhão, explicaçãozinha mais floreada coloquei aqui, pois meu amigo dissera "eles diziam que homossexualismo era que a 'pomba-gira' tinha baixado na pessoa", hehehe) tá bom: para muitas pessoas por aí isso seria uma verdade incontestável (ora bolas, foi um pastor que disse dentro de uma igreja) mas para outras, como eu já caíram na risada com isso, pois homossexualismo se trata de uma opção de vida, de uma preferência sexual que a pessoa faz, não tem nada a ver com outras coisas "sobrenaturais" (ou nem tanto assim).
Ahhhhh Liberdade... palavra que até já está gasta, tadinha, de tanto ser dita aos quatro cantos (até na Internet a vemos muitas vezes) que já perdeu até o sentido completo, seu significado já não existe mais pois tudo é Livre, hehehehehehe, como outro dia também, ouvi (ouvi não, li) que uma pessoa estava dizendo que gostava da Internet por ser um meio aonde você tinha a tal da sempre falada "liberdade de expressão", se até em sua própria casa ninguém tem... quanto mais na Internet, me fez lembrar de uma coisinha à toa: já repararam quantos sites vendem fotos tiradas por satélites na web ? ou melhor, já repararam a quantidade de "cookies" os sites jogam nos computadores das pessoas a cada visita (por exemplo, outro dia vi que o UOL tentou, não sei se eu não recebi nenhum, jogar mais ou menos 5 'cookies' em meu computador...) ?
Outra... Bina não existe, Papai Noel tem e-mail, eu sou muito doido (tanto que estou fazendo filosofia para isso mesmo, para voltar a ser um cordeirinho de volta ao rebanho do senhor...), o mundo é plano (se isso te faz dormir melhor...) e tudo é belo. Ok, té mais, como um cara me disse uma vez um tempo atrás "nós não temos nem a idéia longínqua do que seja essa tal coisa que se chama liberdade e quanto mais perfeição).
Frase de hoje: "Quais seriam as indicações irrefutáveis de que estamos vivos ou mortos ?"
Lembrando que fisicamente monges tibetanos não existem, pois é impossível (fisicamente) que homenzinhos 'fracos' vivam em regiões gélidas do Himalaia com tão pouca vestimenta.
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